Chamamé: Da fronteira para o Interior

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06/04/2017

Cassia Modena / Correio do Estado

Projeto cultural sobre histórias e músicas fronteiriças visita alguns municípios sul-mato-grossenses

chamamé 2O acordeonista Dino Rocha, conhecido como o “rei do chamamé”, e o jornalista Rodrigo Teixeira iniciam amanhã uma viagem ao interior do Estado, na intenção de resgatar a sonoridade e a história da música fronteiriça. A dupla participa de um projeto inédito, o “Histórias e músicas da fronteira”, que promete levar conhecimento sobre a relação cultural Brasil-Paraguai e fazer ecoar o som da polca, do chamamé e da guarânia em cinco municípios. A primeira parada é Sidrolândia.

A cidade os recebe amanhã na 1ª Noite do Chamamé, a partir das 18h, na praça central. Rodrigo, autor das obras sobre música regional “Os Pioneiros – A Origem da Música Sertaneja de MS” e “Prata da Casa – Um Marco da Cultura Sul-mato-grossense”, abrirá o evento com bate-papo sobre as raízes e os possíveis rumos dos sons que nasceram do encontro das fronteiras. Em seguida, Dino se encarrega de mostrar ao público como se faz um bom chamamé, relembrando sucessos e apresentando novas composições no palco. Os convidados Gregório e Grupo Fronteira, Patrick da Gaita e Fernando da Gaita o acompanham. A entrada é gratuita.

NOVAS GERAÇÕES

O evento será promovido em outras quatro cidades, entre abril e maio deste ano. Ponta Porã, Amambai e Dourados são os demais destinos confirmados por enquanto. As próximas datas e horários ainda não foram definidos, mas serão divulgados em breve.

Produtor cultural e autor do projeto, Thiago Coutinho explica que o objetivo é fortalecer a cultural local e fazer a música da fronteira voltar a circular e chegar aos ouvidos das novas gerações. Ele afirma que, apesar de o gênero ter conquistado fãs fiéis, é importante contar e recontar sua história às pessoas mais jovens por meio de propostas como essa. O “Histórias e músicas da fronteira” está sendo realizado com o aporte financeiro do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) de Mato Grosso do Sul.

HISTÓRIA

Além de ter escrito livros sobre a música sul-mato-grossense, o jornalista Rodrigo Teixeira também produziu pesquisa que trata da influência cultural entre Brasil e Paraguai. Em relação à sonoridade, apurou que o auge da guarânia, polca e chamamé se deram entre as décadas de 70 e 80, época em que muitos imigrantes paraguaios se instalaram em Mato Grosso do Sul. “Havia muitos músicos entre esses imigrantes recomeçando a vida aqui. Era costume eles se reunirem em churrascarias, na Avenida Afonso Pena, para cantar e compor”, conta. Sobre a renovação da produção nos gêneros, complementa. “Essa influência ainda existe, até por conta da geografia, mas hoje em dia não temos mais aquele cenário de músicos paraguaios morando aqui. Ainda assim, ela está em nosso DNA e nas nossas raízes”.

*Ver reportagem completa de Cassia Modena no Caderno B da edição de hoje (06/04/2017) do jornal Correio do Estado. www.correiodoestado.com.br

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