Jornalista de MS lança livro sobre os índios na ditadura militar

livro

A publicação denuncia as violências sofridas no período

28/03/2017

Daniel Campos / Jornal ‘O Estado’

Autor de “Operação Banqueiro”, de 2014, que revela os bastidores da prisão do banqueiro Daniel Dantas, Rubens Valente em seu mais novo livro “Os fuzis e as flechas: a história de sangue e resistência indígena na ditadura” se debruçou sobre documentos secretos do período da ditadura militar no Brasil (1964-1985) e percorreu dez Estados para escrever sua mais nova obra literária.

Publicado pela editora Companhia das Letras, o livro foi lançado recentemente e traz revelações importantes no comportamento de representantes do governo militar e de servidores públicos. A obra traz à tona registros inéditos de erros e omissões que levaram a tragédias humanitária durante a construção de grandes obras no período, como a rodovia Transamazônica, que cruzou a Amazônia de leste a oeste.

Em alguns casos, as forças políticas recorriam à ajuda de servidores da SPI (Serviço de Proteção aos Índios) e, posteriormente, da sua sucessora, a Funai (Fundação Nacional do Índios), para suavizar a relação entre os indígenas e os “povos brancos”. Enquanto os índios não fossem “pacificados”, pessoas que sentiam-se prejudicados pelos povos nativos poderiam recorrer a situações que são consideradas no livro verdadeiras caçadas humanas nas matas.

Rubens se formou em jornalismo pela UFMS e hoje é repórter da Folha de São Paulo

Rubens Valente é repórter da Folha de S.Paulo em Brasília. Estudou jornalismo na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Mudou-se para o Estado aos 12 anos e foi na cidade de Dourados que teve o primeiro contato com a temática.

Para escrever “Os Fuzis e as Flechas: a História de Sangue e Resistência Indígena na Ditadura” Rubens, no período de um ano, entrevistou 80 pessoas, entre índios, sertanistas, missionários e indigenistas do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Em algumas dessas entrevistas, militares que atuaram na época, reconheceram pela primeira vez a existência desses conflitos. As apurações de campo foram reforçadas com a leitura de milhares de páginas de documentos que foram desclassificados como sigilosos foi desclassificado. Este é o segundo livro de autoria do jornalista Rubens Valente.

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