Sem aplausos: Teatro em crise em Campo Grande, MS

sem aplauso27/03/2017

Daniel Campos / Jornal O Estado

Hoje (27) é celebrado o Dia Mundial do Teatro. A data foi estabelecida pelo Instituto Internacional de Teatro, ligado à Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura), e marca a inauguração do Teatro das Nações, em Paris (FRA). Entretanto, para os grupos teatrais de Campo Grande, não há motivos para comemorações. Questões como a falta de espaços para produções artistas e do não cumprimento de políticas públicas na área da cultura são os principais problemas que afligem atores e diretores da cidade.

teatro

Segundo a produtora cultural e atriz do TGR (Teatral Grupo de Risco), Fernanda Kunzler, nos últimos anos a classe artista da Capital se acostumou a viver com os descasos do poder público com a cultura. Apesar de cumprirem as regras necessárias dos editais, a incapacidade dos órgãos responsáveis de gerirem a distribuição dos recursos acabou afetando em toda a classe. “Todo o cenário atual é de crise e todo essa situação atinge principalmente à cultura. Ela é a primeira a ter os gastos cortados. Mas isso é, na verdade, uma demonstração de falta de preparo para atuar na gestão pública”, disse Fernanda.

A produtora cultural diz também que as realizações de espetáculos e mostras artísticas não param na cidade mesmo diante da situação. Mas outro problema que surgiu no último ano está relacionado ao Teatro Aracy Balabanian. Localizado na região central da cidade, o palco é considerado um dos locais mais importantes de Campo Grande, mas que, mesmo com mais de 30 anos de existência, nunca passou por uma grande reforma. Por causa disso, em abril do ano passado, a Fundação de Cultura o fechou para que as devidas readequações do espaço sejam realizadas. No entanto, de acordo com os artistas, ainda não foram iniciadas as obras e está sem prazo para começar.

Para o diretor do grupo Mercado Cênico presidente do Fórum Municipal de Cultura, Vitor Samudio, com o Teatro Aracy Balabanian fechado para reforma acaba Sem aplausos tornando mais grave a situação da cultura. Conforme o diretor, os restantes dos locais disponíveis na cidade, como o Teatro Prosa, Glauce Rocha, do colégio da Mace e do Dom Bosco e Palácio Popular, por exemplo, são ambientes que demandam mais recursos e produção dos artistas da Capital, o que acaba sendo inviável. Outra problemática é a existência da agenda própria. Como muitos desses locais são particulares, formaturas, eventos e outras ações já cobrem o calendário dos locais. O teatro passa por um período muito difícil”, conclui Vitor Samudio.

*Ver reportagem completa de Daniel Campos no Caderno “Artes & Lazer” da edição de hoje (27/03/2017) do jornal “O Estado”. www.oestadoonline.com.br

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