Sombras / Sociedade da aparência nos leva direto ao fracasso (Albert Camus)

capa do livro

As guerras e as pestes mostram o lado sombrio escondido nos humanos

25/03/2017

Jacir Alfonso Zanatta / Jornal ‘O Estado’

zanataConstantemente a humanidade se vê ameaçada por catástrofes naturais, vírus ou algum tipo de doença ainda desconhecida que coloca em risco a existência no planeta. As tragédias, assim como a peste, não escolhem raça, religião ou classe social. O livro “A Peste”, de Albert Camus, ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 1957, é considerado o 32º melhor livro escrito no século 20. Uma reflexão profunda sobre o comportamento humano nos tempos de crise. Um material com capacidade de mostrar que o ser humano nada mais é do que um animal com impulsos reprimidos e que nos períodos de crise, enquanto alguns buscam ajudar os semelhantes, outros se aproveitam e se tornam feras predatórias e irracionais. Lembre-se de que, para o autor, “em meio às desgraças a alegria será sempre uma queimadura que não se saboreia”.

O livro é marcado por uma reflexão sobre o sentido da vida. Camus busca mostrar como nos apegamos às coisas passageiras que no fim nada valem, mas que servem para, muitas vezes, manter a aparência. Nos períodos mais turbulentos é possível perceber que a vida não passa de um piscar de olhos entre o nascimento e a morte. Mesmo assim, uma boa parte da população insiste em viver num mundo de ilusão. São apáticos a tudo e criam uma redoma de vidro para se sentirem protegidos dos perigos vindos de fora e acabam esquecendo de que o homem é capaz de fazer o bem, mas também pode produzir o mal.

É possível perceber, ainda, que as guerras, as pestes e as grandes catástrofes naturais servem apenas para mostrar o lado sombrio do ser humano. Com isso, as ajudas humanitárias contribuem para que a desgraça não chegue à nossa casa. É uma forma de manter o mal longe dos portões da cidade ou nação de que fazemos parte. Nas situações extremas é possível perceber que o homem é capaz de grandes ações, mas, se não for capaz de um grande sentimento, nada vale a pena.

*Ver artigo completo no caderno Artes & Letras da edição de hoje (25/03/2017) do jornal O Estado. www.oestadoms.com.br

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