Regresso: Brasil caminhando para mais desigualdade

desigualdade

13/02/2017

Jornal do Brasil /Davison Coutinho*

Na contramão do que o país deveria caminhar – combater a desigualdade -, o Brasil caminha ao retrocesso, permitindo o aumento da desigualdade e da pobreza. O país terá ao menos 2,5 milhões de novos pobres até o fim do ano. É o que afirma o estudo do Banco Mundial. O estudo aponta que o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil aumentará entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim de 2017.

Esses números são de pessoas que eram classificadas como acima da linha da pobreza, mas que estão agora fora do mercado de trabalho. Segundo o estudo, é preciso aumentar o orçamento do Programa Bolsa Família, responsável por retirar milhares de famílias da miséria, para estancar o crescimento da pobreza. A pobreza caiu no Brasil de 2004 a 2014, no entanto em 2015 ela voltou a crescer, agravada em 2016 com a crise e o desemprego e a política atual.

Nos últimos meses, tudo que sabemos de notícia do Brasil são regressos. O regresso dos direitos trabalhistas, prestes a ser aprovado com uma reforma da previdência que será uma das piores maldades feitas por esse governo, retirando do trabalhador os seus direitos conquistados; Funcionários públicos sem salários e o caos espalhado no país pela falta destes profissionais, como o caso recente de violência no Espirito Santo; o regresso no desemprego – são quase 13 milhões de desempregados; a crise nas instituições públicas de ensino; o fim de diversos programas sociais, entre tantas outras consequências.

Depois de uma luta de muitos anos, o Brasil está priorizando os ricos e empobrecendo ainda mais os pobres e trabalhadores. Continuamos a assistir a bancos e ricos lucrando com a crise. A impunidade continua sendo uma vergonha e uma falsa justiça tem sido veiculada, já que corruptos são presos, mas logo são soltos e continuam a desfrutar das riquezas roubadas do nosso povo.

Assim, continuamos a assistir a pobreza aumentando, as vidas nas favelas com ainda mais dificuldade, país de família desesperados, pessoas passando fome e políticos ditando regras em Brasília para nos afundar ainda mais. Enquanto, ficávamos felizes com brasileiros com comida na mesa e acesso à educação, hoje, voltamos a chorar com o povo sem o dinheiro do pão.

É preciso uma nova eleição. O Brasil precisa crescer. Com o atual comando, ele vai afundar cada vez mais. A regra lá é proteger os amigos e ferrar os mais pobres. E se roubar, vira ministro que aí fica tudo em casa.

*Davison Coutinho, morador da Rocinha desde o nascimento. Bacharel em desenho industrial pela PUC-Rio, Mestre em Design pela PUC-Rio, membro da comissão de moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária na Comunidade.

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