PAPÉIS DOBRADOS: A Arte milenar dos origamis reúne adeptos em Campo Grande, MS, e traz um pouco do Japão para a cidade

 

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09/01/2017

Thiago Andrade / Correio do Estado

Milenar, a arte de dar forma ao papel é conhecida como origami. A palavra tem origem japonesa e nasceu da junção de “oru” (dobrar) e “kami” (papel). Em Campo Grande, não é tão comum ver pessoas praticando-a, mas existem aqueles que se empenham na criação das formas mais diversas por meio das dobraduras, sem usar tesoura ou cola. Das mais simples às mais complexas, as pequenas “esculturas” de papel conquistaram espaço na arquitetura e nas artes contemporâneas.

origami2No sábado, o professor Elder Alves ministra a segunda parte da oficina Origami e suas Firulices, no Sesc Morada dos Baís – Avenida Noroeste, 5.140, às 16h. No encontro, além de ensinar a arte oriental, ele ensina os participantes a fazer as mais tradicionais dobraduras, como barquinhos, balões e aviões. “Existe uma diferença importante. As dobraduras mais populares têm origem europeia. Já o origami é uma arte tradicional do Japão, que se vale de um pequeno número de dobras para criar formas incríveis”, pontua.

origami3Praticante da técnica há mais de 20 anos, Elder conta que teve peças suas em exposições e mostras de decoração, como a Morar Mais Por Menos. “Existem alguns estilos dentro da prática. Um dos que mais me interessam é o origami ‘decoration’, que se vale das formas geométricas para criar itens como móbiles e outros objetos decorativos”, explica. Elder conta que aprendeu a arte como um hobby, mas, durante um período em que não encontrava emprego, começou a se dedicar a ensiná-la. “Ainda morava em Mato Grosso, mas vi que era um caminho promissor”, explica.

A influência dos origamis é facilmente perceptível na obra de artistas brasileiros como Lygia Clark e Hélio Oiticica. “Bichos”, uma série de esculturas abstratas em alumínio criadas por Lygia, na década de 1960, demonstram essa aproximação da arte contemporânea com as dobraduras japonesas. Outro exemplo é “Relevos Espaciais”, produzidos a partir de placas de madeira pintadas e presas ao teto por simples fios, que também já foram analisados por pesquisadores da arte a partir de sua relação com os origamis.

Outro uso muito desenvolvido dos origamis tem origem japonesa. Trata-se da arquitetura origâmica, desenvolvida pelo professor e arquiteto japonês Masahiro Chatani. Por meio do papel, ele conseguiu reproduzir fachadas de importantes prédios, assim como criar modelos tridimensionais, com foco em formas cinéticas. O trabalho de Masahiro influenciou artistas no mundo inteiro, chamando atenção pela criatividade e força imaginativa de cada criador.

*Ver reportagem completa de Thiago Andrade na edição de hoje do jornal Correio do Estado. http://www.correiodoestado.com.br

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