Feliz Ano Novo (2017)! (A Happy New Year!)

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São os votos do Blog “LiberdadeLiberdade2” a todos os seus Leitores e Amigos! Hermano de Melo de Melo (Editor)

Crônica de Início de Ano

E ele chegou

Maria Adélia Menegazzo / Correio do Estado

3/01/2017

maria-adelia-1Ele é o ano-novo, 2017. Confesso que estou com preguiça até para imaginar como ou o que será. Parece que nenhum bom tempo se avizinha, se é que já tivemos algum. De buraco em buraco, lava daqui, lava dali, tudo continua do mesmo jeito, porque aqui, embora desde a descoberta, em se plantando tudo dá, também tudo se ajeita desde o Império. Vi uma charge do Angeli que mostrava 2016 acuado por um mar de lama sem ter para onde ir e outra, do Velati, onde um 2016 todo estropiado, indo embora, deseja boa sorte ao infante 2017. As ironias da charge, no entanto, não dão conta de tudo o que está por aí. O escárnio acaba vencendo sempre, até aqueles que anunciam sua derrota.

Fico pensando naquilo que poderia ser diferente nos próximos 362 dias, mas sou interrompida por Fernando que me diz: “Pensar é estar doente dos olhos. Pensar é hesitar. Os homens de ação nunca pensam”. Resolvo, então, para agir rapidamente, retomar uma lista de coisas que eu esperava que não mais acontecessem, há três anos, para ver se poderia excluir alguns dos itens que me moviam naquela época.

maria-adelia-2Fiquei surpresa ao descobrir que daria para eu utilizá-la quase que integralmente, pois pessoas continuam a abarrotar seus carros com caixas de som e compartilhando a experiência (são uns altruístas!); os caminhões de entrega de bebidas continuam trabalhando em qualquer horário; os vizinhos continuam viajando e se esquecendo de deixar alguém para desligar-o-alarme-de-suas-casas-que porventura-disparar-durante-todo-o fim-de-semana; Deus seja louvado! O pastor da igreja perto de casa continua usando alto-falantes de alta potência virados para a rua e me acordando aos domingos às sete e meia da manhã (agora há cultos também diariamente às 7 da noite e com os alto-falantes, mas daí já estou acordada mesmo); motoristas continuam não dando seta e motoqueiros ultrapassando pela direita; os cidadãos (?) continuam jogando lixo em terrenos baldios; todos têm smartphone e, sim, continuam a ficar grudados neles, mesmo em encontros com os amigos; as palavras continuam perdendo o s do plural e as concordâncias verbais e nominais foram para as cucuias; os homens continuam iludidos de que quem dirige mal são as mulheres; as pessoas continuam mascando chicletes; e a imprensa continua sendo a grande vilã da história. Não vou nem me lembrar de que esperava que não houvesse mais jogos de cena em tribunas e tribunais, porque seria desejar o impossível em tempos judicialescos.

Para 2017, seria fundamental que as instituições do setor parassem de fingir que cultura é algo importante e deixassem de abrir editais, aprovar projetos fora do calendário, não repassar recursos, porque, na real, eles não existem. Assim, aqueles que dedicam suas vidas a criar, representar, tocar, dançar, filmar, etc., iriam buscar outras fontes de recurso ou, e seria o fim, iriam se refuncionalizar, abrir novos caminhos para sobreviver. Incluiria na minha lista, ainda, o descarte daquelas conversas sobre política que deixam cada vez mais evidentes as contradições entre discurso e prática.

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