Veríssimo festeja 80 anos com dois títulos inéditos lançados no Brasil

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‘Veríssimas’ e ‘As Gêmeas de Moscou’ chegam às livrarias em outubro

26/9/2016

Elusa Prado / Jornal “O Estado”

Cronista, cartunista, ficcionista, saxofonista, gourmet e torcedor fanático do Internacional, Luis Fernando Veríssimo é autor de quase 60 livros que já venderam cinco milhões de exemplares (entre eles, os best-sellers “O Analista de Bagé” e “A Comédia da Vida Privada”) e de personagens emblemáticos (a Velhinha de Taubaté, que criticava a ditadura, o detetive Ed Mort, as Cobras).

Filho do também autor Érico Veríssimo, desde a década de 1980 escreve regularmente no Estado, fonte de inúmeros verbetes que compõem “Veríssimas”.

Ninguém duvida de sua capacidade criativa, mas, àqueles que só acreditam vendo, basta folhear “Veríssimas” (Objetiva), coleção de cerca de 800 verbetes organizados em ordem alfabética e que trazem comparações, máximas, mínimas e metáforas do mestre do humor sintético.

O lançamento da coletânea marca a comemoração dos 80 anos de Veríssimo, que serão festejados hoje. A cereja do bolo será a chegada, em outubro, de “As Gêmeas de Moscou”, obra que marca sua estreia como autor para o público infantil.

“Verissimas” tem uma origem curiosa, pois foi organizado pelo publicitário e jornalista Marcelo Dunlop a partir de seu arquivo pessoal. Tudo começou em 1989, quando ele estava com 10 anos e descobriu, ao ler um texto de Verissimo, que mesmo a morte poderia ser engraçada. Depois de muito gargalhar, ele recortou a crônica e iniciou uma coleção regularmente alimentada nas duas últimas décadas.

“Não se faz uma piada dessas impunemente com uma criança”, escreve Dunlop no prefácio de “Verissimas”, que será lançado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional no dia 4 de outubro, a partir das 19h. “Um dos principais objetivos dessa antologia foi apurar se aquelas tantas frases espalhadas pela internet eram de fato dele”.

Uma das explicações para justificar tamanha reverência é o fato de Veríssimo conseguir ser, em seus textos, popular e não popularesco. Qual a receita? “Não tenho”, jura. “Acredito que, antes de tudo, é ter clareza na escrita. E, como a crônica normalmente não é um texto grande, torna-se acessível a qualquer público”. Veríssimo não aceita ser chamado de humorista. “O tipo de graça que faço é para provocar um sorriso, não uma gargalhada. Não tenho essa pretensão”, afirma. (Com agência)

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