Registros da Memória: Cultura no MS

marçalCultura de Mato Grosso do Sul é preservada graças às iniciativas de cineastas, jornalistas e estudantes

22/7/2016

Thiago Andrade / Correio do Estado

marçal2A memória é volátil. Se não for constantemente praticada, pode se perder. Sem registros, corre-se o risco de que se desvaneça para sempre. Por isso, alguns trabalhos guardam importância ímpar no sentido de guardar histórias que tornam Mato Grosso do Sul o que ele é hoje.

É esse o processo que tem motivado o cineasta Cândido Alberto da Fonseca. No momento, ele está produzindo o piloto de “Memórias”. O projeto pretende registrar relatos de pessoas de áreas diversas, com ênfase na cultura, educação e política.

“Tudo começou com essa ideia de registrar a história da ditadura em Mato Grosso do Sul. Mas o projeto ganhou fôlego e agora estou trabalhando em áreas diversas”, conta o cineasta. O projeto se chamaria, primeiramente, “Memórias da Ditadura”. Contudo, ao perceber o potencial da empreitada, Cândido decidiu mudar o foco e tornar o trabalho mais abrangente.

“Temos poucos registros audiovisuais em algumas áreas, sobretudo na política”, explica. O objetivo é colher 60 relatos. “Vou produzir 25 como um projeto-piloto para tentar captar os R$ 2 milhões que serão necessários para finalizar o trabalho”, pontua.

O esforço do cineasta, que conta com apoio da Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei) do Estado, não é único. Com a acessibilidade crescente do audiovisual, profissionais e estudantes têm realizado registros de diversos aspectos culturais da história de Mato Grosso do Sul.

EM BUSCA DO TEMPO ESQUECIDO

marçal3Um desses trabalhos é “À procura de Marçal”, que registra a trajetória do líder indígena Marçal de Souza. Produzido como trabalho de conclusão de curso pelas jornalistas Natália Moraes e Caroline Cardoso, o documentário pretendia fazer um contraponto às narrativas que se veem nas mídias de MS. “Num Estado ruralista onde o que impera é esta lógica desenvolvimentista, acredito que falar de Marçal é resistir”, afirma Natália.

O trabalho foi exibido pela primeira vez em maio e, segundo a jornalista, elas seguem divulgando o filme. Segundo ela, o documentário cumpre um papel essencial no registro da memória do Estado, “porque lembra que temos a segunda maior população indígena do País”, argumenta.

*Ver reportagem completa de Thiago Andrade na edição de hoje (22/7) do jornal Correio do Estado. 

http://www.correiodoestado.com.br

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