VIDA SELVAGEM:Uma nova chance para as araras azuis no MS

 

araaras  azuis

16/07/2016

Caderno B – Correio do Estado

Para preservar as araras mais ameaçadas de extinção, projetos colaboram com a preservação dos animais

araraazul2Os ventos estão a favor das aves da família Psittacidae, sobretudo do gênero Anodorhynchus, que reúne várias espécies, entre elas, arara-azul-grande e a ararinha-azul. No caso deste último, o anúncio da construção do Centro de Reintrodução e Reprodução, em Curaçá, na Bahia, feito pelo Ministério do Meio Ambiente, apresenta a possibilidade de que a ave endêmica da Caatinga volte à natureza.

Desde 2000, ela é considerada extinta em seus habitats e, atualmente, existem apenas 120 animais distribuídos por instituições particulares do Catar, da Alemanha e do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, o projeto “Arara Azul” conseguiu reverter um quadro semelhante de extinção na natureza com outra espécie, a arara-azul grande, endêmica de regiões centrais do Brasil.

No fim da década de 1980, a população estimada era de 2,5 mil animais. Em razão do comércio ilegal e da destruição de seus habitats, sobretudo no Pantanal, a ave correu sérios riscos de desaparecer. Contudo, em 2014, o animal subiu uma categoria na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), passando a ser classificado como “vulnerável”.

Há seis anos, o número da população aumentou para quatro mil animais na natureza. Elas quase desapareceram. Foi graças ao trabalho de recuperação da espécie que se conseguiu evitar uma tragédia natural, com o desaparecimento de outra espécie de arara-azul. Elas corriam o risco de seguir o destino da arara-azul-pequena, que deixou de existir no início do século 20. De acordo com especialistas, o resgate de espécies ameaçadas cumpre uma função essencial para o equilíbrio da natureza. Todo animal cumpre um papel na natureza. Quando algum desaparece, todas as funções que ele desempenhava também desaparecem. O trabalho de preservação vem sendo realizado por Ongs, instituições internacionais e pelo governo federal.

Os trabalhos do Instituto Arara Azul envolvem uma série de ações, como o monitoramento de araras, ninhos, ovos e filhotes, assim como o manejo e a recuperações de ninhos. Também são instalados ninhos artificiais, incubação e translocação de ovos, observação de comportamento dos animais, além de ações que visam o envolvimento da população, seu treinamento e turismo de observação. As ações começaram em 1998. Foram quase 25 anos para reverter o quadro de quase extinção das araras-azuis grandes no Estado.

*Ver matéria completa na edição de hoje (16/7) do jornal Correio do Estado

http://www.correiodoestado.com.br

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