Editorial da Revista “Caros Amigos”

caros amigos1Edição 231 – Junho/julho 2016

“Ocupar e resistir”

O bordão “ocupar e resistir” está nas ruas e nas faixas das forças sociais que se opõem ao golpe em curso e que levou ao poder velhos e notórios caciques da política e investigados por corrupção, sobretudo na Lava Jato.

caros amigos2Mas quais seriam outros caminhos e a força da esquerda, colocada em xeque, para resistir e acabar com o golpe? A reportagem de capa desta edição de Caros Amigos ouviu acadêmicos, políticos e militantes neste debate de muitas perguntas – parte delas ainda sem respostas – que surgem diante da continuidade das ilegalidades e do golpe. O tema, assim como o avanço da direita, também é debatido em outra reportagem, mas com intelectuais e analistas de países vizinhos, atentos aos acontecimentos no Brasil, que certamente implicam em impactos não apenas nas relações diplomáticas, mas também para as forças e projetos progressistas desses países.

A edição fecha o arco do retrocesso brasileiro com uma reportagem sobre os filhos dos agentes da ditadura que hoje estão em postos de comando das Forças Armadas e articulados com Temer, que recriou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que fora extinto por Dilma Rousseff, e já está em plena atividade, atuando na espionagem do próprio PT e dos movimentos sociais.

Ciro Gomes, que se tornou um expoente no combate ao golpe, narra os bastidores dos esforços para evitar o impedimento de Dilma, seus erros políticos no trato com o Legislativo e o que considera erros na própria condução do governo. Embora do lado de Dilma, Ciro deixa claro ser candidato em 2018, mantendo uma linha independente do PT, marcando posição para ser uma alternativa, mais pragmática que ideológica, e cujo plano é buscar um vice no setor produtivo, como fez Lula com José Alencar, além de alianças de centro-esquerda, como define.

A força política da garotada é outro tema desta edição 231 em reportagem que percorreu escolas ocupadas do Rio de Janeiro. E revela solidez na visão política dos adolescentes, todos independentes de partidos ou direção ideológica, além do caráter formador das ações e atividades que desempenham nas ocupações. Outro “golpe” está em curso, mas contra toda a humanidade e no espaço, na disputa pelas riquezas dos corpos celestes, como mostra entrevista com o especialista em direito internacional espacial, José Monserrat.

Ao atropelo dos tratados espaciais vigentes, Estados Unidos, principalmente, mas também Europa, tentam dar direito às suas corporações de prospectarem minerais na Lua, nos asteroides ou em Marte. “É a privatização do espaço”, diz Monserrat, sobre um cenário que caminha a passos largos com novas conquistas tecnológicas.

Por fim, e entre outras, a edição traz um retrato dos diretores de teatro que se refugiaram no Brasil nos anos 60 e 70 para escapar das ditaduras em seus países, e artigo sobre financiamento eleitoral, além das colunas dos colaboradores. Boa leitura!

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