OLIMPÍADAS: Depois de protestos, tocha olímpica se despede de Campo Grande em barco

 

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Zequinha acendeu a pira no Parque das Nações Indígenas em Campo grande, MS

Índio levou a chama no lago e passou para ex-corredor que acendeu pira

25 JUN 2016

Por ALINY MARY DIAS E MARIANE CHIANEZI / Correio do Estado

Terminou há pouco o revezamento da tocha olímpica em Campo Grande. A despedida do fogo olímpico aconteceu no lago do Parque das Nações Indígenas, depois que um jovem índio terena conduziu a chama em um barco, e não uma canoa como previsto por conta de problemas na embarcação. A cerimônia foi encerrada com o ex-atleta Zequinha Barbosa, que acendeu a pira olímpica

O estudante de medicina veterinária Vanilson Farias, de 20 anos, indígena da etnia terena, foi o responsável por conduzir a tocha no lago do parque, depois de 40 quilômetros de revezamento na Capital. A ideia era que o revezamento no lago acontecesse em uma canoa de madeira, mas a embarcação apresentou problemas e foi substituída por um barco feito de alumínio.

Depois de levar o fogo olímpico na água, a tocha foi entregue para o ex-atleta e corredor Zequinha Barbosa, que participou de quatro Jogos Olimpícos. Ele acendeu a pira montada em um palco.

Com o fim do revezamento na Capital, haverá shows e apresentações culturais na estrutura montada no Parque das Nações.

PROTESTOS

Desde o início do revezamento, às 13h15 de hoje, houve uma série de protestos pelas ruas que culminaram em confusão na Avenida Afonso Pena, em frente à prefeitura. O grupo da Força Nacional que faz a escolta de cada condutor do fogo olímpico teve de agir e pessoas caíram no chão.

Em todo o percurso houve protestos com faixas, cartazes e até bonecos do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e da presidente afastada Dilma Rousseff. A maioria protesta contra a corrupção e a favor da operação Lava Jato.

O maior ponto de aglomeração de manifestantes foi em frente à prefeitura da Capital, onde várias pessoas protestavam contra o revezamento da tocha criticando os valores gastos com o evento.

Quando a tocha, que era conduzida pela judoca paratleta Michele Ferreira, passou em frente ao prédio da prefeitura, houve confusão e alguns manifestantes tentaram furar o bloqueio da Força Nacional. Os militares precisaram usar força e alguns caíram. Apesar da confusão, ninguém ficou ferido.

Também houve protestos contra a morte da onça-pintada Juma, sacrificada por militares no Amazonas depois que a passagem da tocha causou irritação no animal que tentou atacar militares.

REVEZAMENTO

Amanhã, revezamento oficial do símbolo da Rio 2016 no Estado continua em Sidrolândia, passa por Maracaju, Rio Brilhante, Itaporã e termina em Dourados, onde a tocha passará a noite. Na segunda-feira (27), trajeto continua em Nova Andradina e encerra em Bataguassu.

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