Flagras de degradação ambiental colocam preservação em pauta em Bonito, MS

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Novas áreas de proteção devem ser criadas para barrar destruição

5 JUN 2016

Por JONES MÁRIO / Correio do Estado

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MULTA. Na fazenda Boa Vista, última autuada, erosões e assoreamento de córregos foram identificados

Três graves crimes ambientais flagrados em Bonito – a 300 quilômetros de Campo Grande – nos últimos 20 dias destoam do que pregam as campanhas de preservação alusivas ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado hoje. Depois das infrações, que resultaram na aplicação de R$ 16,7 milhões em multas e envolveram também o prefeito da cidade, Leonel Lemos de Souza Brito, o “Leleco”, uma audiência pública convocada pelo Ministério Público Estadual (MPMS) para amanhã, discute a implementação de três Unidades de Conservação (UCs) no município. A área de duas delas atinge 20 propriedades rurais e provoca impasse entre produtores e poder público.

bonito4A prefeitura de Bonito pretende formar dois Refúgios de Vida Silvestre (RVSs) e um Parque Nacional Municipal (PNM). Focos de maior debate, o RVS do Banhado Rio da Prata engloba sete propriedades particulares, ao passo que o segundo, do Banhado Rio Formoso inclui 13. Segundo a titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) de Bonito, Chris Vasques, é possível compatibilizar as atividades rurais com a conservação da UC, mas “caso não haja a anuência do dono da terra, os trâmites caminham para desapropriação”.

bonito3A secretária defende que a consulta pública é o momento para dialogar com os fazendeiros. O Sindicato Rural da cidade chegou a barrar a audiência, antes prevista para acontecer em 25 de fevereiro, após ingressar com mandado de segurança. Os proprietários de terras defendiam que não tiveram acesso aos estudos técnicos, exigidos por lei para criação das unidades. Superado o entrave na Justiça, o evento acontece amanhã, no Centro de Convenções de Bonito, a partir das 14h.

Vasques pondera que a criação das UCs nos banhados dos rios da Prata e Formoso implicam em barrar o processo de degradação destes ambientes. “Protegendo essas áreas garantimos a biodiversidade, a regulação do fluxo de água dos rios, a transparência e exuberância das nossas águas e o emprego de centenas de famílias que vivem desse setor”, pontua a titular da pasta.

A única UC proposta em local de domínio público é o PNM da Guavira, situado na porção central de Bonito e adjacente ao aeroporto da cidade. Estudo realizado pela Fundação Neotrópica do Brasil para a formação do perímetro, descreve que as áreas com presença da guavira, fruto típico do Cerrado e que deu origem a uma festa anual temática na cidade, estão menos abundantes devido ao impacto causado pela fragmentação de suas populações, seja por extrativismo inadequado ou expansão das fronteiras agrícolas.

bonito5Conforme pesquisa da mesma entidade, os RVSs dos banhados Rio da Prata e Formoso têm o objetivo de proteger ambientes naturais onde há condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local, bem como da fauna residente ou migratória. O documento relata ainda que as áreas úmidas sustentam grande parte das atividades turísticas do município.

*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado

http://www.correiodoestado.com.br

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