CPI recebe chefe do Cimi e vira palco de desabafos na Assembleia Legislativa do MS

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Dom Roque Paloschi depôs na CPI do Cimi na tarde desta quarta-feira (Foto: Marco Miatelo)

13 de abril de 2016

Valdelice Bonifácio | Diário Digital

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) recebeu nesta quarta-feira, dia 13 de abril, o presidente nacional do órgão Dom Roque Paloschi. A CPI que investiga se o Cimi financia as invasões de terras em Mato Grosso do Sul se transformou nesta tarde em um palco de desabafos políticos. Indígenas de várias aldeias foram à Assembleia Legislativa assistir a sessão. A segurança foi reforçada. A Polícia Militar (PM) marcou presença dentro e fora da Casa de Leis.

A presidente da CPI deputada Mara Caseiro (PSDB) desabafou contra Dom Roque Paloschi. Ela exibiu vídeo no qual Paloschi discursa em evento na Assembleia, no ano passado, e a acusa de usar a CPI como trampolim eleitoral. No discurso, ele cita que a deputada mudou o domicílio eleitoral (de Eldorado para Campo Grande) visando uma possível candidatura na Capital. “É óbvio que o objetivo desta CPI não é investigar se o Cimi financia invasões”, disse ele em discurso.

A deputada disse que se sentiu desrespeitada e ofendida pelas palavras de Paloschi. A parlamentar considerou ainda que o Cimi tem fomentado o ódio no Estado. Paloschi explicou que proferiu as palavras dentro de um contexto. “Mas, posso ter errado à medida que a senhora se disse ofendida”, admitiu. “Nossa missão é promover o caminho da paz e da fraternidade”, respondeu negando que o órgão fomente qualquer tipo de violência no Estado.

Mara Caseira também foi defendida pelo relator da comissão deputado Paulo Corrêa (PR) que criticou a atitude de Paloschi. “Pré-julgar é pecado”, mencionou. Mara acrescentou que pode mudar seu domicílio eleitoral exatamente como Paloschi tem o direito de transitar pelo País para fazer seu trabalho.

Ainda sobre o fomento ao ódio, Paloschi mencionou que nenhum discurso falaria mais alto do que o extermínio dos índios em Mato Grosso do Sul. Membro da comissão o deputado Pedro Kemp (PT) lembrou dos vários assassinatos de indígenas que não tiveram qualquer punição, tais como os casos Marcos Verón e Oziel Gabriel. Além de Mara, Corrêa e Kemp, também compõem a CPI os deputados Marquinhos Trad (PSD) e Onevan de Matos (PSDB).

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