Um pedaço do Pantanal no meio da cidade de Campo Grande, MS

animais silvestres

Centro administrativo foi construído na maior área verde urbana do mundo

13/04/2016

Bárbara Cavalcanti / Jornal ‘O Estado MS’

Na região leste de Campo Grande, 139 hectares de área verde formam o Parque Estadual do Prosa. Lá dentro vivem os mais diferentes animais do Cerrado, como cutias, capivaras, quatis, tamanduás, além de papagaios, tucanos e insetos como libélulas e borboletas. “Junto com a área do Parque dos Poderes, esta região tem o tamanho de aproximadamente 250 hectares e, com este tamanho, é uma das maiores áreas verdes urbanas do mundo. Maior até que o Central Park, nos Estados Unidos, e que o Parque do Ibirapuera, em São Paulo”, explicou o gerente de Unidades de Conservação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Leonardo Tostes Palma.

Diz a história antiga que foi às margens do Córrego Prosa, na região do centro de Campo Grande, que o fundador da cidade, José Pereira, e sua família acamparam quando chegaram aqui. Como o parque abriga as nascentes dos córregos Desbancado e Joaquim Português, que juntos formam o Córrego Prosa, o local é considerado parte da história do município. No parque, servidores e moradores convivem diariamente com a fauna e flora do Cerrado e alguns animais do Pantanal. Turistas e até campo-grandenses podem visitar o Parque Estadual do Prosa e conhecer mais sobre a natureza de Mato Grosso do Sul, aprender mais sobre educação ambiental por meio de uma trilha guiada. Segundo a guia Katiuscha Balbuena, para participar, basta agendar um horário. “Só pelo fato da pessoa estar aqui, observando a natureza, ela já está recebendo educação ambiental”, ressaltou. “E é por meio desta observação que nós buscamos conscientizar os visitantes e alunos que passam por aqui”.

Assoreamento é o maior problema da urbanização no entorno do parque Apesar do Parque dos Poderes estar em uma área de reserva ambiental, a urbanização causou problemas, como o assoreamento. “Quando mostramos a situação, o turista, a criança, o visitante que se depara com a situação, percebe o resultado de interferir na natureza e que a natureza tem o ritmo dela”, ainda reforça a guia. Segundo Leonardo, obras de desassoreamento estão em planejamento no Imasul. “Também precisamos de uma área de amortecimento, mas tudo isso está sendo estudado”, ressalta.

Animais feridos são trazidos para a Capital

Dentro do Parque do Prosa funciona o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), que é um hospital para que os animais silvestres que sofreram por causa do tráfico e de maus-tratos possam se recuperar antes de serem devolvidos à natureza. “O tráfico de animais só perde para o de drogas e de armas”, ressalta Katiuscha. No centro há também as onças, que chegaram ainda filhotes. “Elas foram achadas sozinhas em beiras de rodovias abandonadas pelas mães, ou a mãe foi morta por fazendeiros ou em queimadas”, explicou. Um dos serviços do Cras é também receber animais atropelados ou silvestres que foram domesticados. “Se um loro [papagaio] ou um jabuti foi criado em casa e não é possível mais cuidar dele, pode ser trazido para o centro e não haverá autuação”, ainda reforça a guia. Esta é a terceira reportagem da série O Estado nos Bairros, publicada toda segunda semana do mês pelo jornal. Até esta sexta-feira (15), o leitor poderá conferir por meio de depoimentos dos moradores e especialistas os diferentes aspectos do Parque dos Poderes. (BC)

SERVIÇO – Uma visita ao Cras está inclusa em alguns dos dias da trilha pelo Parque Estadual do Prosa, embora não seja permitida a interação com os animais. Para agendar, basta ligar no telefone 3326-1370.

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