Rios Miranda e Taquari provocam “pequena” cheia no Pantanal

pantanal 1

Chuvas intensas nos últimos meses causaram aumento do volume de água em algumas bacias pantaneiras

Com as intensas chuvas da última semana, alguns rios na região do Pantanal sul-mato-grossense voltaram a subir, e em alguns locais a situação já é considerada de alerta. Os rios Miranda e Taquari são os mais preocupantes. O nível nesses rios chegou a 5,54 metros acima do normal, de acordo com a última medição do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Em janeiro deste ano, o Rio Miranda atingiu seu 7º maior volume da série de 50 anos, e o período de cheia da bacia continua, conforme explicou Lincon Curado, coordenador da Sala de Situação do Imasul. Isso porque, no dia 9 de março, o Miranda registrou mais um recorde: foram 7,61 metros.

pantanal2O valor representa 600 mil litros de água por segundo, que é 14 vezes maior que a média de 55 mil litros por segundo. “A partir dos 5,8 metros, o Miranda entra em estado de alagamento”, disse. Uma das últimas medições do rio, realizada na semana passada, apontou 6,8 metros. Conforme prevê a Agência Nacional de Águas (Ana), a estiagem, que ocorre de julho a novembro, deve representar queda na vazão para 21 mil litros por segundo.

Na região de Coxim, no norte do Estado, o Rio Taquari está com 4,06 metros, segundo medição realizada ontem pelo Imasul. Apesar da cheia, o acompanhamento demonstra queda gradativa desde o último fim de semana – cerca de 13 centímetros a menos, em apenas dois dias. Ainda segundo o instituto, a situação de emergência para essa bacia só ocorre ao atingir o volume de 5 metros.

Já o Rio Paraguai tem apresentado seu maior ponto de alagamento na cidade de Porto Murtinho, aonde seu nível chegou a 6,36 metros. No entanto, a quantia está dentro da normalidade, segundo o pesquisador da Embrapa Pantanal Carlos Padovani.

Ele afirmou ainda que a previsão é de que as chuvas continuem acima da média no período e também explicou que no caminho para Corumbá, pela BR-262, vários trechos estão alagados em consequência da cheia do Rio Miranda, o que é normal para a época. “Com a última chuva, o rio teve um sobe e desce que chamamos de repique”, esclareceu.

*Ver reportagem completa de Anny Malagolini na edição de hoje (3/4) do jornal Correio do Estado.

*****

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s